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Retrospectiva 2023: Jornalistas da América Latina enxergam a tecnologia como aliada


Uma pesquisa recente, publicada pela revista digital Meio e Mensagem, revelou que 82% dos jornalistas latino-americanos consideram as ferramentas tecnológicas fundamentais para o desenvolvimento de suas atividades diárias, enxergando a inteligência artificial (IA) como uma aliada valiosa, e não como uma ameaça ao emprego.


Conduzido entre agosto e outubro de 2023, o estudo contemplou jornalistas da Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, México, Peru, Caribe e América Central, totalizando a participação de 335 profissionais. Apesar da abertura para as possibilidades oferecidas pela IA, a pesquisa destaca que o uso frequente de ferramentas como ChatGPT ainda é limitado.


Dos entrevistados, 31,8% afirmaram utilizar alguma ferramenta de IA diariamente ou, pelo menos, uma vez por semana; 35,6% utilizam cerca de uma vez por mês, enquanto 32,6% nunca a utilizaram.


Quanto às aplicações da IA pelos jornalistas, os resultados variam. Entre os que adotaram plataformas de IA, 25% a utilizam para pesquisas e descoberta de insights, 22% para tradução de textos, 16,8% para trabalhos de edição, 13% para redução de textos, e 21,6% empregam as ferramentas para outras funções.


A rápida adoção da inteligência artificial na América Latina não surpreende, considerando que aproximadamente 10% do tráfego para o ChatGPT provém da região.


Jornalistas e Mídias Sociais


As redes sociais continuam sendo a ferramenta mais relevante para os jornalistas latino-americanos com 61,5%,considerando as mídias digitais como essenciais para a prática jornalística. Embora haja uma leve queda em relação a 2022 (62,3%), o Twitter/X se mantém como a plataforma preferida para descobrir notícias de última hora.

Surpreendentemente, apenas 7,3% dos jornalistas chilenos utilizam Threads para criar histórias, a menor proporção na região. Em contraste, 46,2% dos jornalistas brasileiros optam por essa ferramenta para criar narrativas.


Trabalho Remoto


A modalidade de trabalho remoto continua predominante entre os jornalistas latino-americanos, com 44,4% ainda atuando remotamente, 42,1% adotando o modelo híbrido e apenas 13,5% trabalhando presencialmente. Comparado a 2022, houve um leve aumento na proporção de jornalistas trabalhando em redações (de 11,6% para 13,5%), enquanto mais da metade (51,8%) prefere o home office.


Essa tendência indica uma mudança nas práticas diárias dos jornalistas, que cada vez mais realizam atividades online, como entrevistas e eventos virtuais, demonstrando uma adaptação contínua a novos modos de produção e consumo de notícias na era digital.


Em conclusão, a retrospectiva de 2023 revela um cenário dinâmico para os jornalistas da América Latina, que abraçam a tecnologia como uma aliada fundamental em seu cotidiano. A aceitação crescente da inteligência artificial demonstra a adaptabilidade da profissão diante das transformações digitais.


Enquanto as redes sociais continuam sendo a principal ferramenta para os jornalistas, é intrigante observar as preferências regionais, como o Twitter/X se mantendo firme como a escolha predominante para notícias de última hora. O uso diversificado da IA, desde pesquisas até tradução e edição, destaca o potencial multifacetado dessas ferramentas.

Além disso, o trabalho remoto persiste como uma prática sólida, refletindo a capacidade da indústria de se adaptar às mudanças, mesmo três anos após o início da pandemia. A preferência pelo home office e a realização de atividades online indicam uma transformação contínua na abordagem jornalística.


Confiando na resiliência e engenhosidade dos jornalistas latino-americanos, podemos antever que continuarão a liderar nesta nova era de produção e consumo de notícias. À medida que a tecnologia evolui, a habilidade única de contar histórias permanece no centro do jornalismo - e das assessorias de imprensa -, sustentando a confiança na qualidade e relevância das notícias oferecidas pelos veículos.

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