• Guilhermo

Economia colaborativa é caminho para ter mais com menos

Atualizado: Mar 25


Duas grandes tendências parecem se manter firmes no longo prazo: a massificação do uso da internet e uma maior conscientização sobre a importância de cuidar nosso planeta e preservar seus recursos naturais. Tomara.


É interessante notar que as duas podem se unir e gerar uma forte sinergia. As redes sociais têm sido forte fator de divulgação de conceitos inovadores no que se trata de buscar uma relação mais sadia com nosso meio ambiente. A tecnologia permite desenvolver produtos como os leitores digitais que, no médio prazo, podem reduzir drasticamente o corte de árvores para produção de livros e revistas – eis a queda na circulação dos impressos como prova.


Mas talvez uma das possibilidades mais interessantes e ainda menos aproveitadas deste casamento seja o compartilhamento de bens físicos. A tal economia colaborativa, que já em 2010 era apontada pela revista Time como uma das 10 atitudes que podem mudar o mundo.


De lá para cá, os dados só tem reforçado este caminho. Estima-se que, apenas nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, cerca de 100 milhões de pessoas tenham feito algum negócio ligado à economia colaborativa (pesquisa da Vision Critical citada em reportagem da Exame PME de Abril 2015), movimentando U$100 bilhões.


São pessoas que alugaram seus lares pelo Airbnb, usaram os serviços de um motorista do Uber ou alugaram um carro particular com o Fleety. Na Inglaterra, é possível reservar vagas de garagens particulares com o JustPark e nos Estados Unidos o Shared Earth identifica jardins vagos que podem virar hortas comunitárias. Aqui no Brasil, o Brechó Market, cliente da Engaje!, turbina a venda de objetos usados garimpados por brechós em todo o país.


Alugar, vender, comprar, emprestar, compartilhar. A premissa básica é reduzir o tempo ocioso (e o excesso de consumo) de coisas, espaços e, porque não, serviços. Porque comprar uma furadeira, que irei usar algumas vezes por ano, se posso alugar uma? O raciocínio hoje se entende para jóias, roupas de grife, bicicletas e locais de trabalho (com o santo co-working). Qual o próximo estágio? Provavelmente o trabalho em rede de profissionais especializados.


Melhor produtividade, menor custo, redução do desperdício e um planeta mais sustentável. Sim, a economia colaborativa veio para ficar.




SOBRE O AUTOR


GUILHERMO

Jornalista com 24 anos de experiência em comunicação corporativa. Expertise em planejamento estratégico, storytelling, gestão de crise e análise de tendências.

1 visualização0 comentário