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Usando conteúdo pago para ‘enganar’ a Inteligência Artificial

  • engajesite
  • há 7 dias
  • 2 min de leitura

Quando perguntadas sobre uma marca ou segmento de mercado, as LLMs (Large Language Models) utilizam majoritariamente informações de terceiros disponíveis na internet para validar sua resposta. Quanto maior a probabilidade da fonte ser isenta e ter autoridade sobre o tema, maior seu peso na formação desse resultado.

Mas com tanto conteúdo pago muitas vezes divulgado como editorial, não seria então relativamente fácil subverter essa regra e usar publicidade disfarçada para ‘influenciar’ as respostas das IAs? A resposta a essa questão é um pouco mais complexa do que parece à primeira vista, então vale irmos no detalhe.


A IA consegue diferenciar conteúdo pago do editorial?


Na maior parte dos casos, sim. E a tecnologia evolui de forma cada vez mais rápida neste sentido. As novas diretrizes de E-E-A-T do Google e os protocolos de treinamento de neutralidade (RLHF) aplicados pela OpenAI e Anthropic visam uma detecção de alta precisão na natureza comercial ou editorial/espontânea de cada conteúdo, por meio dos chamados ‘algoritmos de filtragem de viés’.


Entre os pontos analisados, estão ‘tags’ e ‘marcações’ que os sites precisam trazer em seus conteúdos. Eles são um padrão para o que é publicado na web e servem como ‘guias’ tanto para os buscadores convencionais quanto para as IAs – ou seja, quem não trouxer estes dados (entre eles se o material é pagou ou editorial) acaba ficando de fora das buscas. E os sites que tentam maquiar essas informações correm o risco de serem punidos/incluídos em listas de baixa credibilidade das IAs e buscadores. 


Outro aspecto que as LLMs observam é o tom de voz e estilo utilizados. O uso excessivo de superlativos e adjetivos sem fundamentação reduzem a ‘nota’ de neutralidade do conteúdo. Assim também, a falta de uma visão crítica, como a comparação com outros serviços/produtos ou o posicionamento de um concorrente, que são padrão para a imprensa, são outro indicador da falta de neutralidade.


E, finalmente, a IA sabe diferenciar o domínio de veículos independentes de mídia e entende que eles separam, em seus sites, o que é puramente editorial (e normalmente está na Home ou em sessões ligadas a ela) do que é publicado como publicidade ou publieditorial. E, também aqui, banalizar o que é publicado misturando na mesma sessão conteúdo jornalístico e pago pode colocar o site como não crível para a IA. 


Então é impossível enganar as LLM’s?


Eu não iria tão longe. Diria que é muito difícil e que ficará cada vez mais complicado ter um artigo pago avaliado como editorial. Para começo de conversa, ele precisa ser redigido com linguagem técnica ou jornalística, ‘simulando’ imparcialidade. E precisa ser postado como se fosse uma notícia ou artigo de opinião isento (mesmo que na forma de áudio ou vídeo). E, mesmo assim, correndo o risco de ser ‘desmascarado’ pela IA. 


No final, acho muito trabalho (e investimento) para tentar substituir o trabalho do PR Digital. Especialmente quando se considera que a construção e manutenção desta ‘reputação junto à IA’ é, como no caso da reputação em geral, um trabalho de médio/longo prazo.


Guilhermo Benitez

Partner and CEO at Engaje!Comunicação

 
 
 

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