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A comunicação em tempos de Coronavírus

Como uma onda, a pandemia – com graves reflexos econômicos e sociais – gerada pelo alcance global do Coronavírus – 19 chegou com rapidez alucinante. E mudou tudo ao seu redor. Inclusive (se não especialmente) na comunicação. De novelas que são paralisadas pela primeira vez em décadas até o aumento do espaço dado ao jornalismo nas emissoras abertas de TV. Passando por sites e canais fechados que abriram acesso gratuito e o tema único nas mídias sociais (e em todos os demais espaços): sim, ele, o Coronavírus.


Dentro deste cenário, marcas e empresas passam por um desafio adicional. Como ajustar sua estratégia de comunicação para se manter relevante e contribuir não apenas para um diálogo construtivo, mas também para ampliar o conhecimento e mitigar os efeitos do momento de exceção? E fazer isso logo.


Pesquisa da MindMiners para o Meio & Mensagem apontou que o público considera que empresas e marcas têm a responsabilidade de ajudar neste momento de emergência. E que o façam tanto usando seus canais de comunicação para ajudar na conscientização popular quanto se posicionando publicamente sobre o Coronavírus. O estudo ainda apontou uma avaliação positiva a ações de apoio ao combate e prevenção da pandemia que Ambev, Burger King e iFood, entre outras empresas, lançaram semana passada.


Ou seja, por mais que a incerteza com o cenário leve muitos gestores a simplesmente pisarem no freio, na verdade este é o momento de mostrar atitude e liderança. E se calar numa hora destas pode colocar em risco toda a reputação construída – isso sem falar na relevância de sua marca ou empresa na mente de seus públicos alvo. Veja abaixo sete atitudes que você deve tomar para que a comunicação em tempos de Coronavírus seja menos desafiadora:


Assuma sua responsabilidade – Em fases como a que estamos passando, em que grandes transformações que podem afetar nossa segurança e saúde, a busca por informações se amplia fortemente. Afinal, passamos a depender delas tanto para decisões cotidianas quanto para o planejamento de nosso futuro próximo. Estas informações ganham uma importância quase que vital. E, nestes momentos, a diferença entre quem comunica corretamente e quem se omite ou tenta gerar mais incerteza pode ser fatal para a reputação e mesmo sobrevivência de uma organização.


Entenda seu público e ajude a construir conceitos relevantes – Eu acredito que sempre deveria ser assim. Mas, em meio a uma pandemia, são seus públicos (e não sua marca) que devem estar em primeiro plano. Este é o momento de mostrar, com atitudes e palavras, que você os conhece, sabe o que é relevante para eles e está pronto para agir. E de mostrar que, entre tudo o que sua empresa cria ou transforma, há muita coisa a oferecer para ajuda-los a atravessar este momento. Seja oferecendo conhecimento, apoio emocional, inspiração ou mesmo apoio logístico ou financeiro. Ser relevante, dentro de seu universo, é o que importa.


Evite desviar o assunto – você será engolido – Não tente impor sua agenda. Você terá outro momento para isso. Agora (e ainda por um bom tempo) seguiremos monotemáticos. E nem adianta dizer que “a vida continua”, porque, para isso, teremos que nos esforçar e mudar nosso estilo de vida por um período ainda não definido. Assim, encontre maneiras de se introduzir no assunto, de forma efetivamente construtiva e relevante (o que é possível em 90% dos casos), ou apenas ajude a retransmitir e reforçar o que os demais estão falando.


Tolerância zero com o oportunismo... – Um dos maiores erros em cenários de crises públicas agudas como a atual é tentar lucrar com ela. E, para piorar, o público tende a ser ainda mais crítico nos momentos de estresse. Ser pego tentando usar a pandemia para vender mais pode gerar uma crise de proporções devastadoras. E a linha entre o que é tolerável e o que é oportunismo pode ser muito tênue. Na dúvida, melhor rever ou adiar sua campanha.


... e com a Fake News – Como já era de se esperar, a ansiedade geral e a busca por uma saída mágica são terreno fértil para as fake news. Entre embustes deslavados e fatos mal apurados, passando por opiniões descredenciadas e pura fofoca mesmo, há uma avalanche de desinformações confundindo parte relevante do público. Todos nós temos responsabilidade em ajudar a conter este fenômeno e somente divulgar dados verificados e de fontes confiáveis.


Aposte no diálogo e autenticidade – Afinal, estes são os dois maiores antídotos para a insegurança e ansiedade que crescem em fases de incerteza. É o momento de construir pontes, reforçar sua reputação e fazer a diferença. De demonstrar empatia e solidariedade. As organizações que conseguirem se posicionar, dentro de seu universo de competências e possibilidades, como um aliado de seus públicos, estará melhor posicionado para a retomada pós crise.


Respire fundo: a crise vai passar – Somos humanos e, diante de um cenário de incertezas, nosso reflexo imediato é viver o momento de exceção como se fosse permanente. Não é. Claro que, a depender de sua duração e condução, a crise atual deverá deixar consequências. Mas é importante olhar para frente e começar a projetar hoje como a reputação de sua marca ou empresa estará quando esta tempestade passar. E substituir a apatia pela atitude construtiva de trabalhar por esse objetivo. Estamos aqui para ajudar.

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