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O engajamento é inimigo da performance? O (quase) falso dilema da Comunicação Interna

A polêmica vem dos Estados Unidos. Será o momento de colocar um basta no ‘fetiche’ do engajamento e focar a Comunicação Interna na busca de resultados. É o que pensa, por exemplo, o consultor Mike Klein. Ele defende que comunicação interna estratégica é diferente de engajamento dos funcionários. Em sua visão, uma comunicação interna efetiva reduz a ambiguidade, ampliando a clareza dentro das empresas e levando à melhoria do desempenho. Alguém questiona?


A questão aqui é se existe incompatibilidade entre engajamento e resultado. A busca pelo engajamento do público interno não visa exatamente criar um ambiente de alta performance? Sim, mas pense duas vezes antes de descartar totalmente a crítica de Mr. Klein.


Colocar o engajamento como objetivo máximo da comunicação interna pode sim ser um equívoco. Ela é um meio estratégico para o alvo real, que é influir positivamente para a performance da organização.


Time engajado é sinônimo de motivação, de busca pela inovação e excelência, de dedicação além do ‘das nove às cinco’. E a comunicação tem um papel crucial para gerar uma cultura e um ambiente internos que gerem o engajamento. Mas sem abrir mão do papel de informar claramente, alinhar rumos e processos, mudar comportamentos.


Como? Resumimos a seguir seis práticas que guiam o caminho para uma comunicação interna efetiva e estratégica (elas estão mais detalhadas no post ...)


Estratégica – A comunicação deve estar totalmente alinhada com os objetivos e metas estratégicas da organização. Deve ser um motor para a mudança de comportamento. Para isso, ela deve responder três perguntas: 1.Quais os objetivos do negócio que esta comunicação ajudará a atingir? 2.Quais comportamentos, reações ou retornos são esperados do público alvo? 3.Qual o progresso específico será gerado no negócio se a comunicação for bem sucedida?


Integrada –O Branding e Storytelling devem ser únicos para todos os públicos, permear todos os pontos de contato e começar de dentro para fora.


Verdadeira –As histórias, conceitos e propostas devem ser reais, fundamentados e honestos. Os super heróis caíram por terra. Se a empresa celebra sucessos, também é preciso assumir falhas, indicar soluções e mostrar atitude. Sem confiança, não há engajamento.


Próxima –Não é possível realmente ser relevante, tocar e motivar pessoas se você não as conhece. Quais seu perfis? Hábitos? Objetivos? Como prefere receber informações? Com que periodicidade? Só a partir destas informações é possível definir como a comunicação será mais efetiva.


Interativa – Como ser engajado com uma organização que não te ouve? Como se sentir parte de uma empresa se suas opiniões não são levadas em consideração? Abertura tanto para expressar dúvidas e críticas quanto para receber feedback integram uma comunicação bem sucedida.


Efetiva – A comunicação é efetiva quando a mensagem é compreendida e plenamente absorvida pelo público, gerando a reação desejada. Use as muitas ferramentas disponíveis e mensure sempre como a comunicação impactou os objetivos estratégicos da empresa.

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